Closedata

Manifesto

São 18:12 de uma sexta-feira. Algures, um associate de Private Equity está há três horas a confirmar, uma a uma, se as empresas que vieram de uma pesquisa por código CAE fazem mesmo o que o código diz. Metade não faz. A folha de cálculo já vai em quatro separadores e nenhum dá resposta.

Do outro lado do país, um fundador de 63 anos fecha o portátil. Passou trinta anos a construir uma empresa rentável. Não tem a quem passar o negócio nem ideia de a quem vender. Ninguém está à procura dele. Ninguém o vai encontrar.

Não se conhecem. Mas ambos estão a perder, porque encontrar empresas privadas em Ibéria não funciona.

No fim, devia ser simples. Tens uma tese. Encontras os targets certos. Avanças. Mas algures pelo caminho, o sourcing tornou-se o segundo emprego que ninguém pediu: confirmar atividades à mão, colar bases de dados que não se falam entre si, perseguir informação societária com cinco anos de atraso.

A indústria vende uma história conveniente sobre o que vem a seguir. A IA vai tornar a pesquisa mais rápida. Mais filtros, melhores dashboards, mais um produto "agentic" por trimestre.

Essa história está errada.

Quando o custo de fazer algo cai, o mundo faz mais disso. Pesquisa mais barata não te dá melhores targets. Dá a toda a gente os mesmos targets, mais depressa. Toda a gente corre para as mesmas empresas visíveis, ao mesmo tempo. E os melhores deals em Ibéria nunca estiveram entre os visíveis. Estão no negócio familiar sem Private Equity no captable, no fundador com mais de 55 anos sem plano de sucessão, no sinal que ninguém leu porque estava espalhado por seis fontes diferentes.

Os melhores targets em Ibéria são invisíveis. É essa a parte que a pesquisa mais rápida nunca vai resolver.

Passámos a carreira inteira dentro deste problema. Três exits. Operações de M&A do lado do Private Equity. Vinte anos a construir produto e dados. E um acordo exclusivo com a Informa D&B para os dados financeiros de Portugal e Espanha que mais ninguém tem.

Acreditamos que os vencedores não serão os que pesquisam mais depressa. Serão os que decidem melhor. Toda a gente tem dados. Poucos têm decisões.

Por isso construímos a Closedata.

A Closedata cruza os financeiros, a estrutura acionista, o perfil do fundador, o setor, o risco e os sinais de sucessão, e devolve-te um ranking de targets, não uma lista. Falas com ela em linguagem natural. Faz o trabalho pesado.

A tua equipa não tem de aprender nada de novo. Não te vamos gritar "IA". Quantas mais decisões passarem pela plataforma, melhor fica o motor para todos. E os teus analistas voltam a fazer aquilo para que foram contratados: analisar e decidir, em vez de pesquisar.

Porque no fim, devia ser simples. Tens a tese. Decides. Avanças.

Só fizemos com que encontrar deixe de ser o problema.

Obrigado

A Closedata só existe porque um conjunto de investidores, operadores, clientes e amigos apostaram cedo, deram feedback honesto e emprestaram tempo que não tinham.

Ainda estamos no início do cycle. Há muito por construir, muito por aprender e muito trabalho pela frente, mas é exatamente por isso que estamos entusiasmados com o que aí vem.

Obrigado por fazerem parte do deal.

Co-fundadores

Joaquim, João, Sérgio